Pests and Diseases of Figs:

Nematoides (Meloidogyne sp.) são lagartas microscópicas que habitam o solo e que atacam o sistema de raízes das figueiras. Essas lagartas se alimentam das raízes, causando a inflamação das mesmas e interferindo com a absorção normal de água e nutrientes. Estas inflamações são facilmente vistas ao colher amostras das raízes. O ataque dos Nematoides pode passar desapercebido durante anos. Com o crescimento populacional dos Nematoides numa planta, esta perde vigor e morre gradativamente. Os Nematoides causam a queda prematura dos frutos. Para prevenir o ataque dos Nematoides, devem-se obter figueiras sadias e cultivar em solo livre de Nematoides.

Besouros da fruta seca (Mitadulid e Carpophilus) podem entrar no figo que esta madurecendo através de seu olho e causar dano ao introduzir fungos e causando apodrecimento. Este tipo de besouro geralmente se reproduz em frutas cítricas que caem ao chão. Mantenha o terreno livre de frutos caídos e não cultive próximo a plantações de cítricos. Insetos como o Euryphid causam pouco estrago mas são portadores do vírus do Mosaico das plantas infectadas para as figueiras sadias. O vírus do Mosaico, formalmente considerado benigno, é causador provável da redução de safra. Os sintomas assemelham-se aos da deficiência de potássio onde as folhas parecem marmoreadas com manchas amarelas e veias clareadas. Esses sintomas não são aparentes a primeira vista e só se manifestam quando a figueira madurece e se torna estressada por calor excessivo ou por ter suas raízes encharcadas. Não compre mudas infectadas e isole ou remova as figueiras que apresentem estes sintomas.

A ferrugem é uma importante doença causada por um fungo (Physopella fici) que ataca as folhas das figueiras. A ferrugem aparece inicialmente como pontos pequenos de cor amarela alaranjada. Esses pontos ficam maiores e mais numerosos conforme avança a temporada. A ferrugem causa a esfoliação das figueiras resultando em árvores com aparência esfarrapada. As figueiras esfoliadas no início da temporada podem iniciar novo crescimento o que é as deixa suscetíveis a danos por friagem. A esfoliação não acontece cedo o suficiente como para causar a perda dos frutos exceto nas variedades de maduração tardia. A ferrugem é controlada pulverizando com sulfato de cobre (vide foto). Uma ou duas aplicações feitas em Maio ou em Julho mantém as árvores em boas condições até a maduração dos frutos. Em climas úmidos uma ou duas aplicações extra podem ser necessárias. Um bom indicador para pulverização é quando as primeiras folhas atingirem seu tamanho final. A segunda pulverização deve ser feita nas próximas 3 a 4 semanas. É de suma importância conseguir máxima cobertura das folhas com o sulfato de cobre.

Botrytis causa rachaduras nas terminações dos galhos fazendo com que sequem parecendo carvão. O ataque se dá em frutos danificados por geadas e que se encontram na metade do ciclo de maduração, entrando no caule como uma zona avermelhada que se expande até necrosar a área. O avanço da infecção cessa gradativamente e para na primavera. A infecção pode ser evitada removendo os frutos mumificados assim como aqueles danificados pela geada, assim que são avistados.

O cancro do figo é uma bactéria que entra pelas feridas dos troncos das figueiras, causando necrose, afinamento e perda dos galhos. A infecção começa em regiões queimadas pelo sol portanto é muito importante manter troncos e galhos pulverizados.

O Rhyzopus ataca a fruta madura no pé, fazendo com que o interior da fruta fique coberto com uma camada preta carbonizada. A infecção é pior em variedades de figo com olho aberto. A maioria das perdas de frutas maduras por apodrecimento é devido as bactérias Endosepsis (Fusarium) e Aspergillus, as quais são introduzidas por insetos e até mesmo por vespas polinizadoras. A fruta parece rachada ou uma secreção mucosa drena pelo olho do figo deixando-o impróprio para consumo. A melhor forma de controle é destruir a safra toda por pelo menos um ano, aplicar diazinon granulado debaixo da figueira para eliminar focos de insetos e destruir toda a vegetação silvestre adjacente às árvores.

O fungo Penicillium ataca os figos secos estocados mas pode ser controlado mantendo-os secos ou sulfatando-os antes da estocagem.

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