History of Figs

Acredita-se que o figo seja nativo da Ásia ocidental e que tenha sido disseminado ao longo da região do Mediterrâneo. Remanescentes de figos tem sido encontrados em escavações de sítios arqueológicos que datam de 5.000 AC.

Provavelmente os figos foram os primeiros frutos a serem desidratados e estocados pelo homem. Havia um a figueira no Jardim do Paraíso, e de fato, o figo é o fruto mais mencionado na Bíblia. Se o fruto proibido era ou não um figo pode ser debatido mas definitivamente foi uma figueira que forneceu a primeira vestimenta; “...os olhos de ambos estavam abertos, e sabiam que estavam nus; e costuraram folhas de figueiras e fizeram-se tapa-sexos”.

Os figos eram mencionados em um hinário Babilônico a cerca de 2000 AC. A lenda tem para si que a deusa Grega Demeter revelou primeiro aos mortais a fruto do outono, a qual chamaram de figo. A figueira era tida como sagrada em todos os países do Sudoeste da Ásia assim como no Egito, na Grécia e na Itália.

A antiga cidade de Ática era famosa por seus figos que logo se tornaram uma necessidade para seus cidadãos, ricos ou pobres. Inclusive, Solon, dirigente de Ática (639-559 AC) fez com que fosse ilegal exportar figos para fora da Grécia, reservando-os exclusivamente para seus cidadãos. O rei Persa Xerxes, após sua derrota contra os Gregos em Salamis (480 AC), fez com que lhe servissem figos trazidos de Ática em todas suas refeições para lembrar-se que ele não possuía a terra onde essa fruta crescia.

Todo habitante de Atenas, incluindo Platão, era um “philosykos”, que literalmente traduzido significa “amigo do figo”. Mithridates, o rei Grego da cidade de Pontus, foi o precursor no uso do figo como antídoto para todos os achaques e ordenou que seus médicos os usassem de forma medicinal e que os cidadãos os consumissem diariamente. Os figos eram usados como símbolo honorário, pelos atletas Olímpicos, na alimentação durante os treinamentos. O figos também foram presenteados como lauréis ao vencedor como a primeira “medalha” Olímpica.

Os Romanos viam Bacchus como o Deus que introduziu o figo à humanidade. Isto fez com que a figueira virasse árvore sagrada, e que todas as imagens do Deus fossem coroadas com folhas de figueira. O primeiros figos da temporada eram oferecidos a Bacchus, e em festivais em sua homenagem, mulheres devotas adornavam-se com guirlandas de figos secos. Pliny, o escritor Romano (52-113 DC) disse, “Os figos são restabelecedores. Eles aumentam a força de pessoas jovens, preservam os mais velhos em melhor estado de saúde e faz com que pareçam mais jovens e com menos rugas.”

Dizem que o profeta Mohammed uma vez exclamou: “Se deseja-se que uma fruta fosse levada ao paraíso, certamente seria o figo.”

Os figos são mencionados em obras coma As Ilíadas de Homero, na Odisséia; são mencionados por Aristophanes, Horodoto e Cato. Relata-se que o figo era a fruta predileta de Cleopatra, sendo que o besouro venenoso que acabou com sua vida foi levado até ela em um cesto de figos.

Os figos chegaram ao Brasil no século XVI, trazidos por colonizadores Portugueses. A variedade mais comum aqui no Brasil é conhecida como Figo Roxo de Valinhos (espécie derivada da Adriática). Lino Busatto, um imigrante italiano que chegou a Valinhos (então distrito de Campinas) em 1898, teve a idéia de importar as primeiras mudas de figueira de uma região próxima ao mar Adriático. As primeiras mudas chegarão em 1901 e tiveram uma rápida adaptação. Em 1910 os figos já eram produzidos em escala comercial, dando a Valinhos o título de capital nacional do figo roxo (“Valinhos - Capital do Figo Roxo”).

line.gif (206 bytes)
Direitos autorais © 2000 Calusne Farms™ - Brasil. Todos os direitos reservados.